POLÍTICA DA PARAÍBA

Contraditórios

Enquanto os Secretários Marcus Ubiratan e Marcelo Weick, Chefe da Casa Civil choram as dificuldades financeiras do Estado, o Secretário Anísio Neto, da Receita comemora o maior aumento na arrecadação do ICMS.

E num mês tradicionalmente fraco como Janeiro.

Com quem está a chama da verdade?

SANGUE DO MEU SANGUE

Dona Vilma Maranhão, irmã dileta do Governador, quer que o mundo caia mas que seu rebento,Benjamim Maranhão,retorne à Câmara federal.

Parte Dos votos que seriam dados a Benjamim foram levados pela Deputada Francisco Mota para seu netinho, Hugo Wanderley.

Qual o amor maior? O de mãe ou de avó?

Aguardem o desfecho dessa tragédia sertaneja.

COBRANÇA

Chegou a hora do pagamento.

O Senador Roberto Cavalcanti deixou a modéstia de lado e argumentou que pretende a reeleição e quer uma vaga na chapa majoritária de Maranhão.

Roberto colocou todo seu sistema de comunicação a serviço da cassação do Governador Cássio Cunha Lima e não iria deixar barato seu serviço.

Os apelos a uma suplência ou a Câmara Federal não comoveram o empresário Senador que é conhecido pela maneira como trata os inimigos.

A turma de casa conhece bem…

GREVES

Se há um conselho sábio a ser dado a um Governador é não mexer com a paciência dos funcionários.

Tarcísio Burity pagou até a morte o desprezo com que tratou a classe funcional. Estranhamente, num ano eleitoral, Maranhão parece que quer checar até onde vai esse poder do servidor.

Ele insiste em mais um mandato sem aumento.

Funcionário pode até não eleger, mas ajuda a derrotar.

CANSAÇO

O ex-prefeito de Sousa, Salomão Gadelha faltou as audiência a que estava convocado para explicar ausências de dinheiro na sua gestão.

Manipular papeis velhos e nem sempre de boa procedência acaba em resfriado.

Ou coisa pior.

O REI DE ARARUNA

Ao comentar o desenfreado interesse do governador José Maranhão, de formar uma bancada na Câmara Municipal de João Pessoa, o jornalista Nonato Bandeira, que é secretário-chefe de gabinete do prefeito Ricardo Coutinho, fez a pergunta certa:

– Qual é o objetivo dele? Obstruir a administração municipal?

Como a resposta é sim, e todo mundo sabe disso, o próprio Bandeira comenta na sequência:

– Acho que seria um ato de pequenez política. O governador deveria estar formando bancadas na Assembleia Legislativa, onde são votados os pleitos do Estado.

Alguns comentaristas políticos já disseram quase a mesma coisa e até deram pistas do que estaria por trás dessa estratégia maranhista: é que o atual sonho de consumo de Maranhão é vencer as eleições de outubro por WO. Ou seja: ele procura minar todas as forças políticas adversárias, objetivando deixá-las em estado de inanição eleitoral.

Lembram-se da campanha de 1998, quando ele enfrentou o candidato simbólico Gilvan Freire? Pois bem, este é o cenário que ele gostaria ver reproduzido agora em 2010.

Maranhão faz política estadual com base nas mesmas estratégias que adota nos pleitos municipais de Araruna. Procura eliminar eleitoralmente os adversários antes mesmo de a campanha política começar.

Desta vez, a estratégia não dá sinais de que vá funcionar. Ricardo Coutinho está ampliando a sua base de apoio, é hoje um nome completamente estadualizado e, quem o conhece de perto, como é o caso de Nonato Bandeira, sabe que ele não se deixa intimidar e, claro, não tem medo do Rei de Araruna.

POLÍTICA PARAÍBA

Nomeações
Mal acabou o ruído das denúncias pela troca de sentenças por favores políticos e outra crise já ameaça o Judiciário paraibano.Comenta-se que o número de vagas para Desembargadores seria aumentado em quatro. Quem vai nomear esses novos Desembargadores e obedecendo qual critério?Quem os conduzir ao posto máximo da magistratura,com certeza será lembrado e terá melhores relações com a Corte.
Esse é o nó.

CARNAVÁLIA
Os policiais civis ameaçam uma greve exatamente durante o Carnaval.Eles dizem que pelo acerto entre o Governo e a categoria, uma mensagem de aumento deveria ter sido enviada à Assembléia Legislativa no dia do reinício dos trabalhos legislativos. Não foi. E por isso os policiais civis ameaçam cair na folia o que agradaria sobremaneira marginais,ladrões,escroques e afins.

IRREDUTIVEL
O Secretário Marcus Ubiratan parece que é daquela corrente que considera funcionário público o “câncer da Nação” como dizia na ditadura o Governador João Agripino. Ele não admite nem conversar sobre aumento para os barnabés neste ano. É lei seca total.

Ilegal, imoral e engorda

Está confirmado. Pelo menos 2,2% do que se gasta com pessoal no governo Maranhão III é ilegal. Foi, em outras palavras, o que disse o secretário Osmam Cartaxo, do Planejamento, ao fazer a leitura da mensagem do Executivo na reabertura dos trabalhos da Assembleia.

Segundo ele, o governo está trabalhando acima da Lei de Responsabilidade Fiscal. O que enterra a esperança de reajuste salarial para o servidor em 2010. E exige que o governo se enquadre na margem de 49% da Receita Corrente Líquida com pessoal, ou aumentando receita ou cortando folha.

Eis o ponto central: cortar a folha. Tomando como verdade, a mensagem do governo indica que o Estado não pode mais contratar um servidor sequer. Seja por concurso, contrato ou comissão. E deveria até afastá-los, já que chora perdas de receitas.

E por que o Diário Oficial do Estado, diariamente, está cheio de nomeações?

Se o governo não pode aumentar salários por causa dos limites da receita. Também não poderia engordar a folha. Cada nomeação, portanto, que sai publicada no Diário Oficial do Estado, sem a retirada de outro servidor, deve ser considerada um ato irresponsável.

E também desmancha a falácia do impedimento do reajuste. Somente a divulgação da folha de pessoal por parte do Tribunal de Contas do Estado em março próximo poderá identificar o real problema.

Será que a folha gorda é que deixa os salários magros?

POR QUE SÓ ELE?

Que cassem o mandato de todos.

Apesar da regra da fidelidade partidária dizer que o mandato pertence ao partido, sempre tive a convicção contrária. Acho que o mandato dos políticos pertence ao povo e somente ele que pode tirá-lo. Se o eleitor não ficou satisfeito com a troca de legenda de um parlamentar ou gestor que expresse a sua insatisfação nas urnas, não confiando mais o voto a ele.

Nesta segunda-feira o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deu início ao julgamento dos processos contra os “infiéis”. O primeiro caso a ter o seu desfecho foi o do deputado estadual Arnaldo Monteiro. Ele, que sempre se posicionou de forma favorável ao projeto político de José Maranhão (PMDB) mesmo estando na oposição, deixou o DEM e ingressou no PSC, após o DEM anunciar apoio a pretensa candidatura do gestor socialista.

Os Democratas entraram com uma ação pedindo o mandato de volta, mas desistiram do processo logo depois. Ou seja, Arnaldo continuará com o seu mandato e este ano, caso seja candidato, quem decidirá se ele retorna à Casa de Epitácio Pessoa é o povo.

Hoje, tramitam no TRE ações pedindo o mandato dos deputados Carlos Batinga, Nivaldo Manoel, Leonardo Gadelha e Guilherme Almeida, que teriam trocado de partido sem justa causa. Mas nesses casos não há notícias de que os partidos (PSB e PPS) desistirão da ação. Já no TSE tramitam ações onde o PSB pede de volta os mandatos dos deputados Manuel Júnior e Marcondes Gadelha.

A norma que trata da fidelidade partidária foi editada na forma de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 27 de março de 2007 e estabelece que os mandatos pertencem aos partidos políticos e não aos eleitos. Ou seja, aqueles que abandonaram a legenda sem ‘justa causa’ estão sujeitos a perder o seu mandato que é assumido pelo suplente da vez.

E o que seria essa justa causa? Bem, segundo a resolução do TSE, ela se configura nos casos de incorporação ou fusão de partido; criação de partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; ou grave discriminação pessoal (que esse é um aspecto extremamente subjetivo de se avaliar).

Na verdade, estamos cansados de saber que ideologia partidária não é parte integrante da grande maioria dos nossos políticos. Antes do TSE decidir que o mandato pertencia ao partido, respondendo a uma consulta do DEM, era comum o “troca troca” de partido antes das eleições sem explicação alguma. A fidelidade veio para garantir a continuidade dos mandatos para os partidos e ainda para manter os políticos em apenas uma legenda e colocar na cabeça de muitos deles que se escolhe um partido pela identificação com as suas bandeiras de luta e posicionamentos e não para, apenas, ter legenda para disputar cargo eletivo.

Mesmo não concordando com o seu teor, se temos uma resolução que trata da ‘infidelidade partidária’ acho que ela tem que ser aplicada para a todas as pessoas e não apenas para o ex-deputado federal paraibano Walter Brito Neto, que deixou o DEM e ingressou no PRB e, por isso, teve o seu mandato cassado em 2008 pelo TSE. Regras não podem ser transformadas em exceção. Se existe a lei, que seja aplicada a todas as pessoas.

Judiciário: entre o que é certo e a política

A vida é feita de fatos. Alguns deles inquestionáveis. Maranhão é marido da vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba. Empregou parentes de desembargadores e juízes no governo. Nomeou no governo o filho do advogado Nadir Valengo, que votou como juiz do TRE pela cassação de Cássio, e depois o exonerou alegando “armação”.

São fatos que podem ser comprovados diante de qualquer tribunal, seja ele terreno ou divino.

É dos fatos, portanto, que se recolhem as evidências que, por sua vez, dão margem às especulações. E as que estão sendo ventiladas ultimamente merecem uma reflexão profunda e uma séria apuração a respeito do suposto envolvimento de membros do Poder Judiciário paraibano no processo político de 2010.

É de tornar exangue qualquer paraibano a possibilidade do Poder Judiciário estar sendo usado como instrumento de cooptação de lideranças políticas, prefeitos e deputados ao esquema do governador José Maranhão.

São especulações que só merecem atenção por causa dos fatos. Em que pese os fatos, por si só, não comprovarem nada. Repito: não comprovarem nada sobre as especulações.

Mas se o PTB está sendo assediado em troca de “soluções na Justiça”, conforme informações de bastidores que circularam neste final de semana, não há como não lembrar de todos os fatos acima mencionados.

Mesmo que seja a mais pura e deslavada mentira, não há como encarar o debate dizendo simplesmente: “Isso não existe”. Foi Tião Gomes, aliado de Maranhão, que disse que “existe” ao justificar a adesão do prefeito de Areia ao esquema do governador alegando que Élsinho estava com medo nos processos da Justiça.

Ora, é claro, Tião. Mais do que cargos ou promessas de liberação de recursos, a garantia de “soluções na Justiça” seduz o interlocutor porque garante o que nem cargo nem verba asseguram: tranqüilidade, que é a maior riqueza de um homem, nos dizeres de Goeth.

O pior é que, diante de uma negativa, o que seria a resolução de todos os problemas passa a ser um combustível para acelerar os procedimentos de tramitação do processado em questão.

Tranqüilidade, pois, perturbada, além dos que negarem, estará a da autonomia do Judiciário paraibano, a segurança jurídica do paraibano e, por fim, a democracia representativa do Estado, se essas especulações tiverem procedência.

Uma coisa é aceitar, apesar de questionável, que os poderes executivos sejam instrumentos de barganha política pelas benesses que pode oferecer. Outra coisa é ver o Poder Judiciário ser colocado numa mesa de reunião em que se discute quem vai apoiar quem nas eleições.

Isso seria levar ao subsolo uma instituição que deve prezar pelo equilíbrio da balança de suas posições com base unicamente na lei e no Direito.

E que deve, com base nisso, apenas julgar. Não torcer.

Gilvan, o Dínamo

Gilvan, o Dínamo

Segundo o dicionário, dinâmica é a parte da mecânica que estuda o movimento dos corpos. Cabe muito bem na figura do ex-deputado Gilvan Freie que em pouco menos de um ano mudou de lado três vezes, e como Pedro, negou o Cristo antes do galo cantar. Gilvan foi o penúltimo adversário de Maranhão nas urnas numa campanha quixotesca onde suas possibilidades reais de ganho eram mínim as. Mesmo assim acicatou Maranhão e, no horário gratuito, absolutamente não elogiou o atual Governador e muito menos seu estilo de fazer política. É bom lembrar que Maranhão vinha da uma convenção marcada pelo Rapto de confinamento dos delegados do partido.

Depois Gilvan foi um dos primeiros e levantar a lebre de que Cássio e Coutinho em nome dessa junção que hoje parece consagrada. Pois bem. Quando os dois se juntaram, Gilvan, movido pelas leis da dinâmica mudou de lado. Abandonou Cássio e Coutinho – ambos agora sob sua metralhadora – e correu para os braços governamentais onde pontifica como coordenador político da campanha, depois de ter desistido de concorrer outra vez a uma vaga de Deputado.

Como a eleição ainda está longe não é difícil que Gilvan, outra vez premido pela dinâmica, mude de lado e de opinião, transformando-se, como na canção de Raul Seixas, na metamorfose ambulante de nossa política.
Aguardemos…

SALGADO

O pré-sal fez mal a Lula. Em Recife, o companheiro Presidente teve um pico de pressão, provocada, segundo os médicos, por excesso de trabalho e preocupações.

Pré-sal, misturado com Dilma deixa qualquer pressão arrebentando.

EXPLICAÇÃO

Em longa e tediosa explanação, o secretário de Recursos Hídricos, Francisco Sarmento, tentou explicar por que Camará ruiu, eximindo-se de qualquer culpa.

No final ficou provado que Camará ruiu porque encheram o açude d’água.

Tivesse continuado seco a estaria até hoje como símbolo da boa engenharia do mestre de obras e sua equipe.

Água é fogo!

VERBAS

Aprovados em concurso pára agente penitenciários vão às ruas exigir seu aproveitamento antes que o prazo do concurso s que se submeteram se esgote legalmente.

O Governo diz que não tem verba para nomear mais gente.

E eu acredito. Depois de nomeados todos os apaniguados do poder, prefeitos, filhos, noras e genros de prefeitos, líderes comunitários, jornalistas e colunistas não há mais verba para nomear quem se submeteu a um concurso e foi aprovado.

Isso é a cara do Maranhão III.

ÚLTIMA

Duas coisas são fundamentais em política: pouca memória e muito dinheiro.

O novo e o velho

A turma de Maranhão tem trazido ao debate político uma questão que, além de boba, é inócua. Vez por outra, dentre eles, comparando o governador com o prefeito Ricardo Coutinho, surge alguém perguntando: quem é novo e quem é velho?

Ora, o velho é Maranhão e não acho que possa haver alguma dúvida em relação a isto. Ressaltando, desde logo, que ser velho não quer dizer, necessariamente, que se é ruim ou descartável.

Quanto ao novo, é claro que é Ricardo. Não só pela idade, como pelas ideias. Mas o que vai estar em jogo nas eleições de outubro é muito mais do que isto.

Talvez a questão devesse ser outra: quem já foi governador por três vezes – e estando a Paraíba como está – merece uma quarta chance? É essa pergunta que os maranhistas tentam evitar.

Como já se disse, errar é humano; permanecer no erro é burrice.

Veneziano vai ficar

Não tem jeito: o prefeito Veneziano Vital do Rego deixou claro hoje que vai permanecer na Prefeitura de Campina Grande. Não fará, portanto, parte da chapa majoritária do PMDB ao governo.

Vené acha que o vice de Maranhão deve continuar sendo Luciano Cartaxo, do PT. Quanto a Vitalzinho, seu irmão, uma vaga para senador já estaria de bom tamanho.

Seja como for, o prefeito campinense voltou a dizer que só dá a palavra final sobre o assunto lá para o final de fevereiro ou começo de março. Ou seja: até o carnaval, o melhor é esquentar os tamborins.

O clima é de guerra nas prévias eleitorais

Pelas prévias, os paraibanos já sentem como será o clima das eleições estaduais na Paraíba. O período que antecede o pleito vem sendo marcado por trocas de acusações, denúncias, processos e muitas mentiras. Quanto as propostas para governar a Paraíba? Bem, essas devem ter se perdido pelo caminho, pois até agora não chegaram.

O último episódio presenciado pelos paraibanos que mostrou o que deve vir pela frente em um ano eleitoral, onde os projetos pessoais e a sede pelo poder estão superando a ética e a verdade, foi a denúncia referente ao suposto pagamento pela Prefeitura Municipal de João Pessoa de um café da manhã no valor de R$ 1,3 mil para um evento político do Partido Popular Socialista (PPS).

Esse seria um fato gravíssimo que merecia ser investigado, pois o dinheiro público não pode ser utilizado para pagar um café da manhã para um partido político que integra a base de sustentação do prefeito, pretenso candidato ao posto de governador. O problema é que a prova apresentada para comprovar essa denúncia é um recibo, que o responsável pelo restaurante Pallace Gourmet, Felipe Ferreira de Araújo, diz ser falso.

Se realmente o recibo apresentado para provar a suposta irregularidade for falso é um fato que só temos a lamentar, pois estão forjando provas e criando fatos para denegrir imagens de pessoas. Mas, mais lamentável que essa postura de apresentar uma prova falsa é, sem dúvida, a medida adotada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa de processar os veículos de comunicação que publicaram a informação e a suposta nota falsa.

A Prefeitura deve realmente procurar quem foram as pessoas ou a pessoa que apresentou o recibo e a processar e não os meios que publicaram a notícia. Como se trata de crime de falsificação a polícia também pode ser acionada. Sei que é dever do jornalista checar uma informação antes de publicá-la, mas se tinham em mãos um recibo, entendo que essa era uma prova para a fundamentação de uma matéria.

Pois bem, a nós espectadores só resta aguardar (sem deixar de reclamar e criticar, é claro) qual será o próximo capítulo dessa novela lamentável que está sendo as prévias eleitorais na Paraíba.

Desgaste de Cícero

Acada dia que passa, apesar de bater o pé e dizer que não, o senador Cícero Lucena (PSDB) é menos percebido como candidato ao governo. E não por falta de empenho ou legitimidade de sua postulação. Mas por força das posturas assumidas pelo ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e pelo atual governador José Maranhão (PMDB). Se fosse colocado em votação, seria difícil saber se o pior para os planos do parlamentar é a recusa de apoio de Cássio ou o estímulo dado por Maranhão.

O roteiro da novela mexicana todo mundo conhece. Enquanto Cássio, do alto de toda a sua história comum com Cícero, afirma que não vai apoiar a candidatura do tucano por não ver viabilidade política nela, as manifestações de estímulo vêm justamente do principal adversário, José Maranhão. O problema é que a postura peemedebista por mais maquiada de “altruísta” que seja, mancha de laranja a postulação do senador.

Uma situação descrita pelo deputado Rômulo Gouveia como um contra-senso. Isso porque, na visão dele, se a candidatura tucana interessa mais aos adversários que aos aliados, é porque algo está errado. Os contornos desse drama, no entanto, ganham ares mais condizentes com a realidade quando as cartas são postas com clareza na mesa, como fez ontem o ex-deputado Gilvan Freire (PMDB) em entrevista ao programa

Paraíba Agora, da ‘101 FM’. Para o peemedebista, Cícero apoiará Maranhão.
A tese do principal articulador da campanha de José Maranhão parte do princípio de que Cássio leva larga vantagem sobre Cícero na queda de braço para definir a política de alianças do partido nas eleições deste ano. O problema é que uma eventual vitória do ex-governador nas prévias não significaria o apoio de toda a legenda ao prefeito Ricardo Coutinho (PSB). E isso abriria, sim, espaço para adesões ao projeto do PMDB.

Entre os aliados mais próximos de Cícero e, portanto, mais arredios a qualquer possibilidade de aliança com o prefeito Ricardo Coutinho, reina a convicção de que a candidatura do tucano será mantida e até a certeza de que ele estará no segundo turno. Porém, considerando que isso não aconteça, não vai adiantar ninguém cobrar fidelidade e apoio a Ricardo. A base de Cícero migrará para José Maranhão.

O Fico de Vené

Em 9 de janeiro de 1822, pressionado pela corte portuguesa a voltar para Portugal, o Imperador D. Pedro I, teatralmente, estabeleceu no calendário político do Brasil o primeiro Dia do Fico.

O segundo Dia do Fico ocorreu aqui na Paraíba, em 1986, quando Ronaldo Cunha Lima reuniu uma multidão na Praça do Povo, em Campina Grande, para anunciar que, entre deixar a prefeitura da cidade e concorrer ao governo, ficaria. E ficou: Burity, naquele ano, se elegeu governador.

Agora, estamos às vésperas de um terceiro Dia do Fico. Desta vez, a bola está com Veneziano Vital do Rego. Ele acaba de anunciar, pela assessoria, que em 15 dias decide se vai compor a chapa de Maranhão ao governo ou se fica na prefeitura.

As apostas já podem ser feitas. Eu digo que ele fica… e vocês?

PRIMEIRA ELEIÇÃO

PRIMEIRA ELEIÇÃO

Mesmo partindo em direção ao Maranhão IV, o nosso Governador pela primeira vez vai enfrentar uma eleição direta e o crivo do eleitor. Será um teste difícil para quem sempre chegou ao poder bafejado pela sorte ou usando cartas marcadas.

Maranhão chegou ao palácio da Redenção,pela primeira vez no testamento de Antônio Mariz,que mesmo muito doente insistiu em disputar o Governo e fez mais. Foi buscar em Araruna um obscuro Deputado que já não tinha condições de eleições. O que fez Mariz desenterrar Maranhão é um segredo que ele levou para o túmulo.E foi sobre o túmulo de Mariz que Maranhão governou pela primeira vez.

Na reeleição Maranhão adotou o confinamento dos delegados do partido,reunindo todo o rebanho peemedebista num hotel em Natal para evitar que eles votassem no nome de Ronaldo Cunha Lima na convenção. Com esse golpe conseguiu a indicação e enfrentou Gilvan Freire que não chegou a ser um candidato. Era mais um nome, sem expressão, sem votos e sem dinheiro para bancar a campanha. Montado nisso e no golpe do confinamento, Maranhão governou pela segunda vez.

A terceira é do conhecimento de toda a Paraíba. Derrotado nas urnas, Maranhão manobrou no tapetão e num descuido de Cássio,conseguiu levar a questão aos tribunais superiores e ganhou esse ano e meio de Governo que ele insiste em chamar de Maranhão III. Agora, pela primeira vez Maranhão,sem mortes e sem confinamento, vai expor-se ao veredicto das urnas,vai enfrentar a escolha do eleitor o que faz com que ele, e todo seu esquema tremam de medo diante dessa aventura nova e sem passado.

PREFEITURA

O lazer de Maranhão no momento é cooptar vereadores da base aliada de Coutinho.
Fica a dúvida.Maranhão quer ser Governador ou Prefeito?

NOVIDADE

Esperada com ansiedade a divulgação das folhas de pagamento do Estado.
Quem conhece diz que ela é o “quem é quem” da política interiorana Paraíba. Recheada de filhos de Prefeitos,esposas de prefeitos, gatos e ratos de prefeitos.

CLERICAL

Dom Aldo Pagotto disse que não disse que a Paraíba não estava pronta para receber as águas da transposição do São Francisco.
Mas que ele disse,disse.
Pode ter se arrependido depois.

PURO SANGUE

Falam numa chapa puro sangue do PMDB para o Governo.
O problema é que não se faz um puro sangue de um pangaré.
Não tem jeito.

IGNORADO

O Delfim Benjamim Maranhão,mesmo ungido na Presidência do partido é figura esquecida e de pouca monta dentro do esquema maranhista.
Ninguém pergunta nada a Beija e muito menos quando pergunta presta atenção a resposta.

MORTAL

O Deputado Romero Rodrigues alerta para as condições do IML de Campina Grande. Segundo ele, nem defunto aguenta as más condições em que o órgão vem funcionando.
O Haiti é ali.

VAGAS

Mais de trezentos cartórios paraibanos devem e podem mudar de mãos de acordo com o CNJ.
A boquinha hereditária,que enriqueceu famílias agora tem de passar pelo crivo do concurso.
E é aí que a porca torce o rabo.

ÚLTIMA

Políticos e mágicos.Vivem de enganar a platéia e ainda assim são aplaudidos.

Descartando “companheiros”

Após o fim das eleições internas, o PT da Paraíba tenta se reconstruir. Mas depois de tantas trocas de acusações, discussões internas que se tornaram públicas e vários embates entre os até então companheiros fica complicado conseguir essa unidade. Como muitos petistas estão vendo que até a convenção é impossível resolver os problemas internos e que o partido não tem projeto algum, cada um está “partindo para luta” para resolver o seu próprio problema.

Esta semana presenciamos algumas declarações de petistas, como Rodrigo Soares e Frei Anastácio e alguns aliados seus, em defesa da unidade dentro da legenda e ainda lançando o nome de Luiz Couto como candidato do partido a senador. Tudo seria um “discurso bonito” se por trás dele não estivessem interesses particulares.

Rodrigo Soares, por exemplo, tem todo o interesse de que Luiz Couto dispute nas eleições deste ano uma vaga no Senado, pois isso facilitaria a sua eleição como deputado federal. Já Frei Anastácio também seria beneficiado nesse processo, uma vez, que herdaria muitas das bases de Rodrigo.

E o “companheiro” Luciano Cartaxo, aliado na hora da disputa pela presidência do PT, como fica nessa história? Bem, ele não se enquadra nos projetos individuais dos petistas que agora estão no comando da legenda e, por isso, deve ser dispensado. Seu nome que antes era defendido como candidato da legenda a uma vaga no Senado agora não é mais. Sem contar que Rodrigo deu declarações de que o PT quer a vice de José Maranhão, mas que o nome para o posto não será necessariamente o de Cartaxo. Além disso, o PT não tem tamanho para ocupar duas vagas na chapa majoritária.

Mas assim caminha o Partido dos Trabalhadores. Os “companheiros” só são valorizados e prestigiados quando têm alguma utilidade, não servindo mais, eles são descartados.

O barulho do silêncio

Cícero quer derrotar Cássio?

Ele garante que não, mas aliados do ex-governador desconfiam que sim.

Há poucos dias, conversando com dois amigos num dos restaurantes da cidade, o senador Cícero Lucena confirmava a sua disposição de não retirar a candidatura ao governo do Estado e explicava, um por um, os motivos que o levavam a não abrir mão da disputa.

À certa altura, um dos circunstantes perguntou: “Senador, mas qual então seria a sua chapa?”.

Cícero olhou, pensou um pouco e respondeu:

- Isso será decidido pela convenção do partido, mas eu já tenho meus candidatos para o Senado.

- E quais são? – perguntou o amigo.

- Vou votar em Wellington Roberto e em Efraim Morais.

Ouviu-se aquele silêncio.

Ninguém sabe se este diálogo chegou ou não ao conhecimento do ex-governador Cássio Cunha Lima, mas a verdade é que, em recente conversa com um ex-auxiliar do seu governo, ele comentou:

- Não tenho certeza hoje se Cícero quer ser apenas candidato ao governo. Talvez esteja também querendo me derrotar.

Ouviu-se novamente aquele mesmo silêncio.

E nada mais se disse nem foi perguntado.

O silêncio do espelho

Como se dizia antigamente, Maranhão III, o Coerente, ri a bandeiras despregadas com as confusões internas do PSDB. Sempre que pode, alimenta a dissidência, dizendo que Cícero Lucena é o maior do mundo. Há menos de um ano, engrossava o coro dos que detonavam a imagem pública do senador.

Mas, as risadinhas de Maranhão III, o Coerente, só acontecem diante das câmeras. Quando fecha a porta do quarto, entra em pânico e à sua frente surgem os fantasmas de Roberto Cavalcanti, Veneziano Vital do Rego e Luciano Cartaxo.

- Espelho, espelho meu: qual deles deverá ser o meu vice?- pergunta.

O espelho reflete, reflete, reflete e, por enquanto, nada responde.

A dobradinha de Edmilson

Edmilson Soares, o vereador mais votado em João Pessoa nas eleições de 2008, acaba de deixar o esquema maranhista para se aninhar entre os tucanos. Fará dobradinha com Arthur Cunha Lima, candidato a deputado federal. Edmilson, com musculatura eleitoral comprovada, vai lutar por uma vaga na Assembleia Legislativa.

O mais curioso de tudo isso é o seguinte: a mídia governista não deu uma nota sequer. Ao contrário, passou a divulgar que Maranhão está trabalhando para formar a “sua” bancada na Câmara de João Pessoa.

CASAMENTO

Aqui, na Paraíba, as forças do governador José Maranhão e do senador Cícero Lucena estão unidas no esforço para impedir a oficialização do apoio de Cássio a Ricardo Coutinho.

Para acompanhar melhor essa luta desesperada o paraibano deve ater-se ao noticiário dos veículos de comunicação atrelados ao projeto de reeleição do governador José Maranhão. Portais, jornais, rádios e TVs, unidos numa campanha violenta contra a administração municipal.

Figuras de inexpressiva densidade eleitoral como o ex-secretário Francisco Barreto estão sendo promovidas a estrelas do noticiário político, e esmeram-se em abarrotar de “denúncias” as gavetas dos órgãos incumbidos de fiscalizar a administração pública.

Depois do anúncio do apoio de Cássio a Ricardo, Barreto não deixou mais de pavonear-se nos programas jornalísticos do esquema do governador, transformados em “paredões de fuzilamento” do prefeito da capital.

O ex-vereador, ex-secretário e ex-candidato e ex-auxiliar de várias administrações imita as mulheres desprezadas e vive a destilar seu despeito e rancor nos espaços que lhe são concedidos e que recebem abundância de verbas publicitárias do Governo do Estado (Leia-se CORREIO DA PARAÍBA), para transformar uma administração medíocre em exemplo de redenção política.